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    DEEP ESG e Fórum Brasileiro das Climatechs: uma ponte entre inovação climática e descarbonização empresarial

    18 de setembro de 2026
    7 min de leitura
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    DEEP ESG e Fórum Brasileiro das Climatechs: uma ponte entre inovação climática e descarbonização empresarial

    A transição para uma economia de baixo carbono exige mais do que metas ambiciosas. Ela depende da capacidade de transformar desafios climáticos em soluções aplicáveis, escaláveis e capazes de gerar resultados concretos para empresas, cadeias produtivas e para o desenvolvimento do país.

    Foi a partir dessa visão que o Fórum Brasileiro das Climatechs e a DEEP firmaram uma parceria estratégica para aproximar empresas que buscam avançar em suas jornadas de descarbonização das soluções desenvolvidas por climatechs brasileiras.

    A iniciativa cria uma ponte entre dois lados complementares do ecossistema. De um lado, empresas que precisam mensurar emissões, reduzir riscos, aumentar sua eficiência e responder às novas demandas regulatórias e de mercado. De outro, empresas de base tecnológica que desenvolvem soluções de alta escalabilidade para os desafios da transição climática.

    Essa parceria nasce com o objetivo de gerar oportunidades reais de implementação, inovação e desenvolvimento de negócios.

    Um ecossistema de inovação diante de um desafio concreto

    Empresas de diferentes setores enfrentam hoje desafios relacionados à gestão de emissões, eficiência operacional, uso de recursos, resiliência de suas operações e adaptação a um ambiente regulatório e econômico em transformação.

    Ao mesmo tempo, o Brasil reúne um ecossistema cada vez mais maduro de climatechs. São empresas que atuam com software, hardware, biotecnologia, processos industriais e outras tecnologias capazes de apoiar a mitigação e a adaptação climática.

    Essas soluções estão presentes em áreas estratégicas para a economia brasileira, como energia e biocombustíveis, agricultura e sistemas alimentares, gestão de resíduos, água e saneamento, logística e mobilidade, florestas e uso da terra, indústria e finanças.

    O desafio é aproximar essa oferta tecnológica das demandas de grandes empresas e compradores corporativos. Muitas climatechs já desenvolveram soluções relevantes, mas ainda enfrentam barreiras para acessar clientes, validar suas tecnologias em ambientes reais e alcançar escala comercial.

    É nesse ponto que a parceria entre o Fórum Brasileiro das Climatechs e a DEEP pode contribuir de forma decisiva: transformar desafios de descarbonização em oportunidades para a inovação brasileira.

    Como a parceria funciona na prática

    A DEEP atua junto a empresas de diferentes setores na mensuração e gestão de emissões, na análise de riscos climáticos e na construção de estratégias de descarbonização.

    A partir desse relacionamento, a empresa identifica demandas relacionadas a inventários de emissões dos Escopos 1, 2 e 3, integração de dados, eficiência, riscos climáticos, emissões financiadas e implementação de planos de transição.

    O Fórum Brasileiro das Climatechs, por sua vez, mobiliza sua rede de empresas associadas para identificar as soluções tecnológicas mais aderentes a cada desafio.

    Esse processo permite que as empresas reduzam o tempo de busca por soluções e encontrem tecnologias mais alinhadas aos seus desafios. Para as climatechs, cria um caminho de acesso a demandas corporativas qualificadas e a oportunidades concretas de validação e crescimento.

    Da mensuração à ação climática

    Uma das principais contribuições dessa parceria é aproximar etapas que muitas vezes permanecem separadas.

    A mensuração de emissões e a organização de dados são fundamentais para compreender a dimensão dos desafios climáticos de uma empresa. Mas o inventário, por si só, não reduz emissões. Ele precisa orientar decisões, investimentos e ações práticas.

    É nesse momento que as tecnologias desenvolvidas pelas climatechs podem fazer a diferença.

    Soluções de monitoramento, automação, rastreabilidade, eficiência energética, gestão de recursos naturais, mobilidade de baixo carbono, agricultura tecnológica, restauração florestal, gestão de resíduos e processos industriais mais eficientes podem contribuir para transformar diagnósticos em resultados.

    Essa conexão entre dados, estratégia e implementação é essencial para que a descarbonização deixe de ser apenas uma agenda de conformidade e passe a integrar a estratégia de competitividade das empresas.

    Uma parceria orientada a resultados

    O diferencial dessa iniciativa está na combinação entre a capacidade da DEEP de compreender as necessidades do mercado corporativo e a capacidade do Fórum de reunir um ecossistema organizado de climatechs e deeptechs climáticas.

    O Fórum não pretende apenas divulgar startups ou promover encontros. Nosso objetivo é fortalecer uma infraestrutura estratégica para a economia verde, conectando soluções de base científica a desafios empresariais concretos.

    Climatechs como vetores de competitividade industrial

    A inovação climática não deve ser compreendida apenas como uma resposta a um problema ambiental. Ela também representa uma nova fronteira de desenvolvimento econômico, tecnológico e industrial.

    Empresas capazes de reduzir desperdícios, aumentar a eficiência energética, melhorar a gestão de recursos e antecipar riscos climáticos tendem a fortalecer sua competitividade.

    Ao mesmo tempo, países que desenvolvem capacidades tecnológicas em setores como energia limpa, agricultura, bioeconomia, mobilidade, gestão de resíduos e infraestrutura resiliente podem ampliar sua participação em mercados estratégicos e gerar empregos qualificados.

    O Brasil tem condições relevantes para ocupar uma posição de liderança nesse processo. O país reúne biodiversidade, recursos naturais, capacidade científica, uma base produtiva diversificada e um ecossistema empreendedor em expansão.

    O papel das climatechs é transformar esses ativos em soluções escaláveis e de alto valor agregado. Ao fazer isso, elas contribuem não apenas para a mitigação e a adaptação climática, mas também para a modernização de setores tradicionais e para a criação de novos vetores de competitividade industrial.

    Investir em tecnologia climática é investir em segurança, produtividade e competitividade econômica. É também uma forma de garantir que o Brasil desenvolva soluções próprias para desafios globais e participe ativamente da economia do futuro.

    Uma conexão que gera valor para todo o ecossistema

    A parceria entre o Fórum Brasileiro das Climatechs e a DEEP começa com as climatechs associadas ao Fórum e a base de clientes da DEEP, que atua em mais de 40 setores da economia e já atendeu centenas de empresas.

    As metas específicas de negócios ainda estão em fase de definição. A expectativa, no entanto, é criar um canal recorrente para a geração de projetos-piloto, provas de conceito, contratos comerciais, integração de tecnologias e novas oportunidades de investimento.

    Para o Fórum, aproximar as climatechs das demandas reais das empresas é uma maneira de fortalecer todo o ecossistema. Quando uma solução é testada, validada e adotada por um cliente corporativo, ela ganha condições para crescer, gerar receita, atrair investimentos e alcançar novos mercados.

    Para as empresas, a conexão representa uma oportunidade de acessar inovação com maior agilidade e encontrar respostas mais precisas para seus desafios de descarbonização.

    Acredito que essa parceria representa um passo importante para fortalecer o mercado de climatechs no Brasil. Temos um ecossistema cada vez mais maduro, com empresas desenvolvendo soluções de alta qualidade para desafios complexos da transição climática.

    Ao aproximarmos essas tecnologias das demandas reais do setor corporativo, aceleramos a adoção da inovação, criamos novas oportunidades de negócios para as climatechs e contribuímos para que mais empresas avancem em suas estratégias de descarbonização.

    Essa é uma iniciativa que gera valor para todo o ecossistema: para as empresas que precisam inovar, para as climatechs que desenvolvem as soluções e para o Brasil, que tem a oportunidade de construir uma infraestrutura estratégica e ver emergir um novo setor da economia de altíssimo potencial como vetor de desenvolvimento.

    Sobre a DEEP

    A DEEP desenvolve soluções tecnológicas e estratégias para apoiar empresas na gestão de dados ESG, inventários de emissões, análise de riscos climáticos e construção de planos de descarbonização.

    Sobre o Fórum Brasileiro das Climatechs

    O Fórum Brasileiro das Climatechs é uma entidade que representa startups e empresas de base tecnológica voltadas à mitigação e à adaptação climática no Brasil.

    Fundado como uma aliança de empresas de tecnologia climática em 2024 e formalizado como associação em 2025, o Fórum atua na articulação entre empreendedores, investidores, empresas, reguladores e formuladores de políticas públicas.

    Sua missão é fortalecer o ecossistema brasileiro de climatechs, ampliar a visibilidade das empresas associadas, facilitar o acesso a capital e criar condições para que soluções de inovação climática alcancem escala.



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