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    A Nova Era dos Relatórios de Sustentabilidade: IFRS S1 e S2

    12 de março de 2025
    5 min de leitura
    DEEP EXPERTS
    A Nova Era dos Relatórios de Sustentabilidade: IFRS S1 e S2

    Escrito por Lucas Tozetti

    Qual é o custo de não fazer nada?

    Essa foi a questão que um estudo de 2019 do IFRC (International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies) buscou responder. O estudo analisou cenários otimistas e pessimistas sobre os impactos das mudanças climáticas e estimou que o custo poderia chegar a 20 bilhões de dólares por ano até 2030. As descobertas apresentadas provavelmente são subestimadas. O relatório não considera como as mudanças climáticas podem afetar os causadores de conflitos, ou os potenciais impactos futuros e o custo de epidemias ou ondas de calor. O verdadeiro custo de não fazer nada pode ser muito maior.

    Reconhecer o custo de não agir deixa claro que, além de medidas de mitigação, é essencial investir em adaptação e resiliência para enfrentar um futuro de um mundo em aquecimento e ainda prosperar diante dos desafios que surgem.

    E qual o papel das empresas nesse cenário?

    Empresas precisam cumprir seu papel de responsabilidade social, o que significa que elas devem ir além da busca por lucro. É sobre considerar os interesses de todos os grupos impactados - como funcionários, clientes, comunidades e o meio ambiente - e buscar um equilíbrio sustentável entre essas relações.

    A sustentabilidade empresarial está passando por um momento de evolução necessária e positiva. Agora é a hora de repensar como as organizações abordam a sustentabilidade, integrando-a de maneira analítica e estratégica para transformá-la em uma verdadeira vantagem competitiva.

    As normas IFRS S1 e S2, lançadas pelo International Sustainability Standards Board (ISSB), surgiram para trazer esta evolução, são um marco importante na comunicação das práticas sustentáveis das empresas. Uma baseline global de padrões de divulgação relacionados à sustentabilidade ajudará a reduzir o ruído do greenwashing e a estabelecer a base para decisões de alocação de capital relacionadas à sustentabilidade.

    Enquanto o IFRS S1 estabelece diretrizes para relatar informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, o IFRS S2 se aprofunda nos riscos e oportunidades climáticas. Essas normas não só padronizam como as empresas devem comunicar suas atividades, mas também oferecem um framework que incentiva a integração da sustentabilidade nas decisões estratégicas.

    Como isso será aplicado no Brasil?

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já está em sintonia com essas diretrizes e se dedica a integrar os novos padrões na regulamentação das empresas listadas na bolsa. A partir do ano base de 2026, as empresas abertas serão obrigadas a divulgar informações financeiras de sustentabilidade de acordo com os IFRS S1 e S2, e esses relatórios deverão passar por asseguração razoável por auditores externos.

    Esse movimento alinha o Brasil às melhores práticas internacionais e fortalece o compromisso com a transparência e responsabilidade corporativa. Com a evolução do cenário regulatório, as empresas terão a chance de não apenas apresentar um discurso bonito em seus relatórios, mas também de se destacar em um mercado que demanda a precificação de riscos e oportunidades relacionados ao clima e à sustentabilidade.

    Quais os desafios essas empresas enfrentarão?

    As empresas do mundo todo ainda lutam para integrar efetivamente a sustentabilidade em seus modelos de negócios. Um dos principais desafios é a falta de dados relevantes e de qualidade, que são essenciais para informar as decisões estratégicas. Muitas vezes, os dados disponíveis não possuem a granularidade necessária ou carecem de relevância, dificultando uma compreensão completa dos riscos e oportunidades.

    A permeabilidade dessas informações também é um entrave significativo. As empresas precisarão investir em sistemas robustos de coleta e análise de dados, além de promover uma cultura organizacional que valorize a transparência e a responsabilidade. Apenas assim poderão não só atender às novas exigências regulatórias, mas também transformar a sustentabilidade em um pilar fundamental de sua estratégia de negócios.

    Como a DEEP pode ajudar essas empresas?

    Desde a sua criação, em 2020, a DEEP tem se dedicado a usar a tecnologia para integrar a sustentabilidade no operacional das empresas. Nossas soluções de mensuração de impacto climático partem do contábil das empresas, e de dados gerenciais, para estimar precisamente a geração de gases de efeito estufa. Com isso, garantimos os aspectos de rastreabilidade e permeabilidade necessários para que as empresas compreendam plenamente os dados e tomem decisões informadas.

    Em 2024, a DEEP liderou um grupo de trabalho com representantes de 15 grandes empresas do Brasil, tanto listadas quanto não listadas, para discutir as normas IFRS S1 e S2. Contamos com a participação de especialistas renomados, como Amaro Gomes, conselheiro da DEEP e membro do International Auditing and Assurance Standards Board (IAASB), proporcionando um ambiente de aprendizado colaborativo. Nesse espaço, nivelamos o conhecimento, debatemos benchmarks de mercado e exploramos formas eficazes de calcular o impacto financeiro de riscos e oportunidades relacionadas à sustentabilidade.

    Neste ano, nosso objetivo é ir além. Diante da crescente demanda por dados provenientes de diversas áreas das empresas para a elaboração de relatórios integrados em conformidade com as novas diretrizes do IFRS, incorporamos as bibliotecas IFRS S1 e S2 em nossa solução Reporte ESG. Isso assegura que as organizações estejam abrangendo todos os tópicos necessários para a criação de relatórios em conformidade com o IFRS, centralizando informações com prazos determinados, responsáveis designados, auditores e históricos bem definidos. Essa abordagem proporciona uma gestão mais eficiente e transparente na preparação de relatórios integrados.

    Agradecemos por acompanhar nossa jornada e estamos ansiosos para ver como juntos podemos transformar esse cenário!

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