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    Qualidade de Dados: os erros mais comuns e como evitá-los

    6 de janeiro de 2026
    4 min de leitura
    DEEP EXPERTS
    Qualidade de Dados: os erros mais comuns e como evitá-los

    Na DEEP, implementamos a área de Qualidade com um propósito claro: oferecer suporte aos nossos clientes na organização e análise dos dados enviados, garantindo a correta categorização das emissões e identificando possíveis lacunas. Desde o início dessa jornada, percebemos um ponto em comum: muitos dos dados recebidos chegam com inconsistências ou erros.

    Por isso, o objetivo deste artigo é apresentar os principais erros que identificamos nos dados enviados. Ao destacar esses pontos, buscamos não apenas alertar para os cuidados necessários, mas também oferecer orientações práticas que ajudem a prevenir essas falhas. Dessa forma, conseguimos tornar o processo mais ágil, reduzir retrabalhos e garantir que as análises realizadas sejam mais precisas e confiáveis.

    Combustão móvel e estacionária

    Um dos erros mais comuns está relacionado ao uso de unidades incorretas. Isso acontece, por exemplo, quando a empresa informa que consumiu 100.000 toneladas de GLP, quando na verdade o valor correto seria 100 toneladas. Essa diferença de escala gera distorções enormes nos resultados e pode comprometer toda a análise.

    Outro ponto frequente é o erro de alocação da emissão. Muitas vezes recebemos dados de equipamentos classificados na categoria errada. Por exemplo: empilhadeiras sendo informadas como combustão estacionária, quando na verdade se enquadram em combustão móvel; ou ainda o caso da roçadeira, que costuma ser reportada como combustão móvel, mas deve estar em combustão estacionária

    Mudança de uso do solo

    Outro erro recorrente está relacionado às áreas de mudança de uso do solo, principalmente quando envolvem queimadas criminosas. Muitas empresas que possuem áreas afetadas por esse tipo de ocorrência não sabem que esses eventos também precisam ser reportados.

    De acordo com o FAQ do Programa GHG Protocol, as queimadas criminosas devem, sim, ser incluídas no inventário e contabilizadas como emissões de CO₂ equivalente (CO₂e). Mesmo que não tenham sido provocadas pela empresa, o registro é necessário para que o inventário reflita a realidade das emissões associadas às áreas sob sua responsabilidade.

    Resíduos gerados nas operações - Efluentes

    Na categoria de efluentes, um dos erros mais comuns está ligado às unidades de medida. Os laudos geralmente apresentam os resultados em mg/L, mas, para os cálculos de emissões, a unidade correta é kg/m³. Essa conversão simples costuma ser esquecida, o que gera inconsistências nos inventários.

    Outro ponto importante é a recuperação do metano associado. Quando a empresa utiliza esse metano como fonte de energia, a quantidade consumida deve ser reportada em combustão estacionária. Porém, muitas vezes essa informação não é registrada corretamente, o que faz com que parte das emissões ou da recuperação de energia não seja considerada.

    Além disso, muitas empresas não compreendem que sistemas como fossas sépticas ou lagoas também se enquadram como formas de tratamento de efluentes. Por isso, as emissões geradas por esses processos precisam ser reportadas, garantindo que o inventário represente fielmente todas as fontes relevantes de emissão.

    Processos industriais

    Na categoria de processos industriais, os erros mais frequentes estão ligados à falta de conhecimento e pesquisa. Como nem sempre é evidente se a empresa gera emissões nessa categoria, muitas acabam deixando de reportar informações importantes.

    Esse é um ponto que exige atenção: é necessário analisar detalhadamente os processos produtivos, verificar insumos utilizados e compreender como eles podem resultar em emissões. Exemplos comuns incluem o uso de CO₂ em soldas ou ainda o óleo lubrificante aplicado em processos de usinagem.

    Nesses casos, contar com apoio técnico é fundamental para identificar corretamente as fontes de emissão, aplicar os fatores de cálculo adequados e garantir que a categoria de processos industriais seja registrada de forma completa e precisa.

    Considerações finais

    Ao longo deste artigo, apresentamos os erros mais comuns que encontramos nos dados enviados pelas empresas, desde questões com combustão móvel e estacionária, passando por mudança de uso do solo, efluentes e processos industriais.

    O objetivo não é apenas apontar falhas, mas mostrar como evitá-las e garantir que os inventários reflitam a realidade das operações. Com atenção aos detalhes, conversão correta de unidades, classificação adequada e pesquisa sobre processos específicos, é possível tornar o registro de emissões mais preciso, confiável e estratégico para a tomada de decisão.

    Na Deep, a área de Qualidade está pronta para apoiar nesse processo, oferecendo orientação e suporte técnico, para que cada dado enviado seja transformado em informação segura e estratégica.

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