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    Entrevista exclusiva com Luis Pasquotto: valores, ESG e uma nova jornada na DEEP

    20 de agosto de 2025
    5 min de leitura
    DEEP EXPERTS
    Entrevista exclusiva com Luis Pasquotto: valores, ESG e uma nova jornada na DEEP

    A trajetória de Luis Pasquotto é marcada por uma combinação de excelência técnica, liderança colaborativa e compromisso com valores sólidos. Engenheiro formado pelo ITA, Pasquotto tem mais de 40 anos de experiência na indústria. Começou sua carreira no setor aeroespacial, com passagens por Pratt & Whitney no Canadá , Embraer e Avibras. Depois, dedicou quase 30 anos à Cummins Inc., líder global em motores diesel, geradores, soluções de eletrificação e tecnologias de hidrogênio, com forte presença nos setores automotivo, fora de estrada e geração de energia. Foi Presidente da empresa na América do Sul e Vice-Presidente mundial, por 10 anos , liderando projetos complexos de alta tecnologia e sustentabilidade, além de promover uma cultura reconhecida por seus valores, incluindo  excelência; diversidade e inclusão com alto índice de engajamento na região .

    Veja a seguir a entrevista exclusiva que Luis Pasquotto deu para o blog da DEEP, onde conversamos sobre como os valores que carrega (justiça, família , colaboração, persistência e conhecimento), moldaram sua atuação como executivo C-level  em temas ESG ao longo dos anos e como ele pretende contribuir agora como conselheiro consultivo da DEEP.

    Você mencionou que alguns valores te acompanharam desde a infância. De que forma eles influenciaram sua atuação em sustentabilidade e governança nas empresas por onde passou?

    Pelo contexto em que fui criado, aprendi desde criança que a gente precisava ser justo, ajudar uns aos outros na família, que parar tarefas no meio não era uma opção, e que estudar e aprender pra valer era um diferencial. Isso me gerou os valores de justiça, família, colaboração, persistência e conhecimento, que me acompanham  em todos os momentos, na vida pessoal ou profissional. E não foi diferente quando assumi responsabilidades maiores seja liderando projetos tecnológicos, iniciativas sociais, ou melhorando a governança geral das organizações.  Foi sempre muito claro, pra mim, que não dá para fazer nada sozinho. Baseado nesses valores penso ser essencial formar e manter equipes com mentes e competências diversas, onde cada pessoa busque um constante aperfeiçoamento, adquirindo e compartilhando conhecimentos, se sinta respeitada e valorizada - gerando assim um ambiente que estimula a colaboração e a persistência na busca de um propósito comum. 

    Na sua visão, o ESG sempre esteve presente na sua trajetória, mesmo antes de o termo se popularizar?

    Sim, com certeza. Talvez não com esse nome, mas o conceito sempre esteve ali. A empresa onde trabalhei nos últimos anos, sempre teve uma filosofia muito clara de que não buscava  apenas entregar resultado financeiro aos acionistas. Não importava apenas o resultado mas como era atingido. Responsabilidade Corporativa (incluindo conceitos de sustentabilidade como diversidade, metas ambientais, engajamento com a comunidade e outros) era estruturada com metas, estratégia, processos e responsabilidades bem definidas, como se fazia com Marketing; Finanças ou qualquer outra função da empresa. Por que não? 

    Acredito que ESG não pode ser um apêndice da operação, ele precisa estar no centro da cultura da empresa. Foi isso que praticamos, com muito orgulho, bem antes do acrônimo ESG ganhar popularidade.

    E quanto ao aspecto ambiental, como você acompanhou a evolução desse tema na indústria?

    O setor automotivo sempre teve um papel importante nisso. Lembro que, no início dos anos 90, o país iniciou programas de redução de emissões locais, poluentes que afetam a saúde nas cidades, como material particulado e óxidos de nitrogênio. Participei de fóruns nacionais e iniciativas que ajudaram a formular normas que levaram à redução de mais de 90% dessas emissões nos últimos 25 anos (alguns 97 %). Sinto orgulho. Mas, a emissão de carbono não era foco até alguns anos atrás. O mundo não tinha esse conhecimento, que felizmente evoluiu. Hoje o foco está nos gases de efeito estufa que inclui a descarbonização. E, da mesma forma que fizemos antes, temos que avançar também nesse novo desafio, com investimento, colaboração, conhecimento, e muita persistência para fazer a diferença.

    O que te motivou a aceitar o convite para se juntar à DEEP como consultor de mercado?

    Foi uma combinação de fatores. Primeiro, o propósito. Depois de sair da vida executiva, me propus a dividir meu tempo entre o pessoal, o social e o profissional, mas sempre com projetos que tenham impacto real. A DEEP me chamou atenção pelo nível de excelência. É uma empresa que não apenas entrega tecnologia, mas que facilita, implementa, acompanha. Tem profundidade, tem propósito, tem um time muito preparado e jovem, o que me motiva ainda mais. O convite do Arthur Covatti, alguém que admiro profundamente, foi a porta de entrada, mas o que me fez dizer sim foi a certeza de que posso contribuir, aprender e ajudar a escalar esse impacto.

     Quais serão os seus próximos passos junto à DEEP?

    Minha missão é ajudar a DEEP a se conectar ainda mais com o mercado, especialmente nos setores que conheço melhor, como o automotivo e off highway, incluindo o de mineração, além de apoiar o time com aconselhamento estratégico. Mas eu também vejo essa relação como uma via de mão dupla. Espero compartilhar a experiência que acumulei, mas também ser mentorado por essa nova geração que está ajudando a transformar a forma como as empresas lidam com o ESG. Para mim, isso é uma simbiose perfeita: experiência e inovação lado a lado, com um objetivo em comum.

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